
DEVEMOS CELEBRAR O ACORDO MERCOSUL-UE?
Primeiro é bom lembrar que os termos do acordo que a cúpula da União Europeia (UE) aprovou hoje foram fechados com Bolsonaro e o antigo primeiro ministro francês, Macri, em 2019. O acordo começou a ser negociado em 1999 pelo entreguista FHC.
Por estes termos, a União Europeia impõe os interesses de suas grandes empresas nas negociações, fazendo os países do Mercosul derrubarem suas tarifas de importação aos produtos industrializados e serviços – aqueles que embutem mais sofisticação tecnológica, como telecomunicações, serviços financeiros, de transporte-navegação de cabotagem, serviços ambientais e de consultoria etc. Em troca, os países europeus se comprometeram a reduzir (ainda não se sabe quanto) tarifas para produtos agrícolas.
Segue o esquema que impõe aos países sul-americanos a condição de exportadores de commodities. No Brasil e Argentina, países que ainda têm uma indústria de tamanho razoável isso terá impacto desastroso para o sistema produtivo, sobretudo de certos ramos estratégicos como tecnologia, sistemas marítimos e fluviais, obras públicas, compras do Estado, laboratórios medicinais, indústria automotiva e economias regionais.
No Brasil e Argentina, países que ainda têm uma indústria de tamanho razoável isso terá impacto desastroso para o sistema produtivo, sobretudo de certos ramos estratégicos como tecnologia, sistemas marítimos e fluviais, obras públicas, compras do Estado, laboratórios medicinais, indústria automotiva e economias regionais.
Na época do fechamento destes termos, o movimento sindical e popular denunciou o acordo que segundo a Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul, ressaltando ele pode ser uma sentença de morte para as indústrias da região e, consequentemente, para a classe trabalhadora.
O que mudou de 2019 pra cá?
Eudes Baima, professor da UECE