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domingo, 21 de fevereiro de 2021

173 anos do Manifesto Comunista

fevereiro 21, 2021

Photo: Workers peel papers off a wall as they re-paint the Chinese Communist Party flag on it at the Nanhu revolution memorial museum in Jiaxing, Zhejiang province May 21, 2014. REUTERS / Chance Chan

Ouça este texto no final da página. 

Eudes Baima

Professor do curso de pedagogia da FAFIDAM/UECE

 

        Gestado e parido no contexto da Primavera dos Povos, revolução de alcance Europeu que sacudiu sobretudo a França e a Alemanha (mas não apenas), cujo epicentro foi o ano de 1848, o Manifesto do Partido Comunista completa, neste 21 de fevereiro, 173 anos. Sua edição original, em alemão, foi, todavia, impressa em uma oficina na Rua Liverpool, em Bishopsgate, Londres, na Inglaterra, dada as leis prussianas opressivas que vigiam na Alemanha.

        As bases sociais e econômicas onde está apoiado seguem vigentes e suas linhas fundamentais continuam atuais. Um guia para a ação, e não um receituário revolucionário, o Manifesto foi solicitado a Marx e Engels pela Liga dos Justos, doravante Liga dos Comunistas, organização proletária de caráter internacional que antecedeu a I Internacional.

        O Manifesto rompe uma tradição na história do pensamento: longe de apresentar um sistema ideal, na linhagem dos reformadores sociais do Iluminismo, decorria de uma reflexão sintética que buscava expressar o movimento real da vida social e, a partir daí, indicar as linhas gerais da organização dos trabalhadores em sua luta de classe pelo poder.

       Seu aparecimento corresponde, assim, às grandes mobilizações revolucionárias de 1848, quando, como depois Marx assinalará em O 18 de Brumário de Luís Bonaparte, a classe operária, pela primeira vez, adentrava ao cenário político como força independente.

        Nos 173 anos de sua primeira edição, em meio à maior ofensiva contra a existência mesma da classe trabalhadora, sob o pretexto do combate à pandemia, a famosa divisa do Manifesto está dramaticamente atual: Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!

Ouça esse texto:

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Live dos grupos 2021.1

fevereiro 12, 2021

No dia 17 de fevereiro de 2021, às 18h30, daremos início às atividades dos grupos de estudo do GPOSSHE.

Participantes: Frederico Costa, Karla Costa, Marcondes Pereira, Maria Aires e Juscilene Oliveira.

Na ocasião, daremos mais informações sobre participação.

Caso você tenha interesse em já ir conhecendo quais são os nossos grupos e qual é o nosso calendário de 2021.1, v
ocê pode acessar o folder na nossa pasta compartilhada clicando aqui.


Você encontrará o link na nossa BIO do Instagram também.

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Nota de repúdio e solidariedade a Luiz Fernando de Lima Teixeira

junho 21, 2019


Vítima de racismo, tortura e cárcere privado por elementos da guarda patrimonial da Universidade Federal do Ceará - UFC

Nós, do Instituto de Estudos e Pesquisas do Movimento Operário – IMO/UECE, repudiamos o ato de racismo, cárcere privado e tortura sofrido pelo estudante de Ciências Sociais Luiz Fernando de Lima Teixeira, 19 anos, nas dependências do Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará.

Luiz Fernando foi sistematicamente agredido, violentado em sua dignidade humana, sofreu tortura física e psicológica. Essa, infelizmente, é a realidade da população negra, especialmente da juventude, nesse país de raízes históricas escravistas coloniais que perpetua o racismo em suas práticas cotidianas e não questiona o quanto dele está difundido em suas instituições.

Nesse sentido, a Universidade Federal do Ceará tem a obrigação de combater práticas racistas em suas dependências sejam elas práticas de funcionários, professores ou de estudantes, bem como de oferecer toda a assistência para Luiz Fernando. Consideramos importante a postura da Comissão de Direitos Humanos em se pronunciar contra o ocorrido, mas que a Reitora também o faça.

O racismo é central para a lógica econômica de exploração da classe trabalhadora pelo sistema capitalista e não é tolerável que não questionemos essa estrutura e os desdobramentos na vida de cada ser humano. Nós, do IMO, nos colocamos à disposição e nos somaremos às fileiras dos atos de repúdio e de apoio a Luiz Fernando.

Instituto do Movimento Operário
Universidade Estadual do Ceará - UECE


Fortaleza, 21 de junho de 2019

Leia post completo de Luiz Fernando no Facebook: