domingo, 11 de janeiro de 2026


Há 136 anos, nascia Oswald de Andrade.


Provavelmente o mais radical dos poetas e prosadores brasileiros. Sua obra dá um cavalo de pau ali onde a Semana e Mário de Andrade pretenderam  uma curva significativa, mas menos acidentada. Em Oswald o modernismo consistia justamente no "acidentado".


A partir de 1927/28, Oswald de Andrade encarna uma espécie de guardião dos aspectos mais rupturistas da Semana de 22, como uma espécie de Oposição de Esqueda do Modernismo. 


Seu Manifesto Antropofágico segue sendo um dos textos mais atuais de nossa literatura, afirmado pela positiva, mas sobretudo pela negativa, ao longo do século XX, e sua literatura segue sendo um nãod peremptório diante da mediocridade.


Neste caso, não tem nada de metafórico dizer: Oswald de Andrade Vive! 


Eudes Baima, professor da UECE